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Influenciadores

Dicas, partilha de experiências e best practices sobre blogging e influenciadores digitais

20.Ago.17

Entrevista Diana Chiu Baptista do blog I Love Bio: O amor pelo biológico e pelo bem-estar

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A Diana é quem está por detrás do blog I Love Bio. Apesar do blog ser muito dedicado à temática da Macrobiótica, a Diana também fala um pouco sobre tudo: desde família, animais, receitas, remédios caseiros, yoga, meditação até às suas viagens e reflexões mais pessoais. 

Devido à sua paixão por viajar, criou o projeto #ViajarComILoveBio, onde a blogger organiza viajens com os seus leitores.

Se quiser saber um pouco mais sobre a Diana, sobre as suas paixões e projetos, passe pelo blog I Love Bio!

 

Nesta entrevista a Diana fala-nos sobre o tema da alimentação saudável refletida no seu blog, quais os posts que geram maior engagement, como dinamiza a comunidade que cresceu através do blog, entre outros assuntos. O melhor é mesmo ler! 

 

O tema da alimentação saudável é neste momento um "trending topic". De que forma esta tendência tem tido reflexo no seu blog? Que feedback tem tido dos leitores?

É verdade, a alimentação saudável é sem dúvida uma tendência do momento. Tudo é cíclico e como tal é natural que, depois de várias décadas de alimentos industrializados, em que era sinónimo de poder de compra e de posição social comer assim, haja uma tendência de regresso ao natural. E a constatação de que realmente o que muitas vezes colocámos no prato, não deveria ser considerado sequer comida. E também uma consciencialização de que o que comemos influencia a qualidade de vida que temos e a nossa saúde, para além da imagem física, claro, que é um dos motivos mais fortes – ainda que o mais superficial – para esta tendência. As pessoas estão, por exemplo, a aprender a ler rótulos, o que não acontecia antes.

Esta tendência tem reflexos positivos, claro, mas tanta informação difundida a uma velocidade incrível e muitas vezes contraditória entre si, gera muita confusão (o que é afinal saudável?! – parece uma pergunta difícil de responder atualmente). Como há também um grande aproveitamento comercial desta “tendência” – as marcas já se aperceberam que as palavras biológico, natural, sem aditivos, sem conservantes, saudável, etc vendem – tudo fica é ainda mais difícil para o consumidor. Já para não falar nos estudos contraditórios entre si e nos profissionais de saúde que não são dão indicações coesas no que toca a alimentação.

A maioria das pessoas não consegue chegar a conclusões sólidas sobre algo que deveria ser bastante simples. Afinal a alimentação é uma necessidade básica, não deveríamos estar a falar de algo complicado que desse origem a tantas dúvidas – os outros Seres Vivos, em estado natural, não têm dúvidas, sabem o que devem e não devem comer e usam até as plantas para se curarem quando estão doentes.

Esta confusão generalizada gera uma busca desenfreada por informação, especialmente nos meios online – que são de fácil e rápido acesso -, nomeadamente nos blogs. O que faz com que sinta, alguns reflexos desta tendência nos leitores do I Love Bio. No entanto, como é um projeto muito específico, os seguidores são na sua maioria pessoas que aprofundaram e querem aprofundar ainda mais, as questões relacionadas com macrobiótica – e que até praticam esta alimentação e estilo de vida.

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Que temas de posts têm gerado maior engagement com leitores? Pode exemplificar?

Tudo o que esteja relacionado com viagens – o que me levou a criar o projecto #ViajarComILoveBio, onde levo grupos de leitores a viajar comigo – tem sempre muito engagement. Os posts mais pessoais também, assim como os posts relacionados com higiene quer pessoal, quer de casa e beleza (produtos naturais), remédios caseiros e com alimentação saudável. Se tivesse de escolher apenas um tema, diria talvez que as reflexões - que faço quase sempre no Facebook e não no blog -, são o que gera mais partilhas e comentários. As questões relacionadas com o sentido da vida, são as mais importantes, claro, e isto reflete-se no interesse dos leitores nestes temas.

 

Algo interessante que tem construído é o sentido de comunidade em torno do tema. Quais os ingredientes-chave para criar e dinamizar uma comunidade?

No meu caso, penso que a comunidade I Love Bio sente que há genuinidade da minha parte e partilha sem qualquer outro tipo de interesse que não esse mesmo, o de partilhar. Isso é muito – se não o mais – importante. Para além, claro, de me esforçar por publicar conteúdos interessantes. Não faço muitos posts nem no blog, nem no Facebook, pelo menos não tantos como gostaria, mas quando faço quero que acrescentem algo. No Instagram é diferente, vou partilhando o meu dia-a-dia, como se partilhasse para amigos, sem grandes preocupações. Autenticidade e genuinidade, acho que são os ingredientes-chave para qualquer projeto.

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Vai agora fazer uma viagem à Índia. Como vai gerir a sua ausência? Vai deixar conteúdos agendados ou vai aproveitar a viagem para criar conteúdos relacionados?

Vou passar quase 3 meses fora de Portugal: antes da viagem de grupo à Índia, com o projecto #ViajarComILoveBio, vou à Tailândia. Mas curiosamente é quando estou fora que tenho mais espaço mental para produzir conteúdos. Não deixo nada agendado, nunca deixei, escrevo quando me apetece. É a magia de ter um blog, dá para escrever em qualquer parte do mundo, basta acesso á internet. O que para mim, que gosto dessa sensação de liberdade e espontaneidade é ótimo. Aproveito sempre as viagens para escrever sobre elas e para partilhar reflexões mais profundas, quando surgem. A única rotina que tenho é ir todos os dias, pelo menos uma ou duas vezes, ao email e às redes sociais do blog, responder aos leitores. Os conteúdos, vão surgindo. 😊

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Que conselhos daria a quem quisesse começar agora um blog dentro desta temática?

É muito importante primeiro tomar consciência da responsabilidade que é partilhar publicamente, na influência que isso pode eventualmente ter nos outros. Os leitores [ainda] acreditam nos influenciadores digitais. E muitos fazem, compram, usam aquilo que esses influenciadores recomendam. É importante tomar consciência dessa grande responsabilidade que é ter um projeto digital.
Há também a questão da autenticidade e da genuinidade, já falada anteriormente. Existir um compromisso consigo mesmo é fundamental, para que possa existir um real compromisso com os outros, baseado na verdade.
Outra coisa que faz a diferença, são as motivações para a criação do projeto: é para ganhar dinheiro ou é para partilhar? Essa “pequena” diferença, faz uma grande diferença.
Não acho tão relevante o design ou os conteúdos de imagem / vídeo publicados, existindo “sumo”, ou seja, existindo conteúdos relevantes. O que aparentemente contraria tudo o que se diz sobre as plataformas digitais… Mas para mim, o que é realmente relevante é o conteúdo. Não a forma, que claro que pode ser apelativa, ou não, e se o for, melhor ainda, mas o conteúdo é o que realmente importa, aliás, não só no digital, mas em tudo.

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Todas as fotos foram retiradas do Facebook I Love Bio.

 

Muito obrigada Diana!

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